Dia #170 Crie um novo hábito até 12 de março

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Talvez você seja uma pessoa que adora listas e já fez as suas resoluções de ano novo. Pode ser que não seja. Mas – botando no papel ou não – sei que existem desejos de mudança aí no seu coração. Pois agora é o melhor momento para colocá-las em prática. Janeiro é o mês em que naturalmente estamos mais motivados em começar coisas. Aproveite este empurrãozinho para dar o primeiro passo em várias decisões na vida.

Os primeiros 66 dias são os mais difíceis, segundo a teoria do psicólogo Jeremy Dean. Autor do livro Making Habits, Breaking Habits: Why We Do Things, Why We Don’t, and How to Make Any Change Stick (algo como “Criando hábitos e quebrando hábitos: por que fazemos coisas, por que não fazemos e como tornar qualquer mudança duradoura”), ele diz que precisamos repetir um comportamento por 66 dias sem interrupção para que se torne um hábito. O número é uma média apontada em estudos mencionados no livro e pode variar para menos em situações mais simples e para mais em situações mais complexas, mas vamos usar esta média por um momento.

Se você adotar os 66 dias como meta para começar um novo hábito, ele se torna mais realista e mais mensurável do que “para toda a vida” e, por isso, pode ser mais motivador. Se você começar hoje, chegaremos lá em 12 de março. Que tal?

Escolha seu objetivo e se comprometa a cumpri-lo sem exceção até 12 de março:

De hoje até 12 de março eu, _________________ , vou:

(  ) não comprar roupas novas
(  ) melhorar a alimentação
(  ) dormir e acordar mais cedo
(  ) fazer uma atividade física
(  ) ler diariamente
(  ) escrever diariamente
(  ) adicione qualquer hábito que você queira criar na vida

No começo vai ser difícil, mas este exercício pode ser muito valioso. Daqui a dois meses você vai ficar feliz de ter começado hoje.

ilustração: Emma Block

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Veja outros looks com as peças usadas hoje:
short jeans
regata preta
camisa jeans

Dia #150 Os esquecidos de ontem serão as estrelas de amanhã

Estamos no dia 150 do desafio e isso significa que chegamos quase na metade do caminho. Muita água já rolou por aqui e ainda temos jogo pela frente. Estou particularmente feliz de ter tanta gente legal acompanhando essa história toda.

Outro dia uma leitora do blog disse que essa camisa jeans é uma das peças curinga da minha mala. Parei pra pensar nisso e ela tem razão! Está em quase todos os meus looks preferidos do desafio. Por acaso (ou não?) era uma peça que eu quase não usava antes, quando meu armário vivia abarrotado.

Fica a reflexão: quantas peças legais ficam esquecidas no seu armário porque você tem roupas demais? Abra espaço para elas brilharem!

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
vestido midi floral
camisa jeans 

 

Dia #148 Noiva minimalista

Eu sei que a busca pelo vestido de casamento é um momento único e a gente quer uma coisa que represente toda a alegria que estamos sentindo naquele momento. Não pode ser qualquer vestido. Essa tarefa não é nada fácil, principalmente se você busca um estilo mais simples, minimalista (e barato).

Fiquei feliz em descobrir hoje esta iniciativa bacanérrima de três amigas que empreenderam no ramo dos vestidos de noiva. Corri pra contar a dica pra vocês (vai que alguém por aí vai juntar as escovas em breve). Elas criaram uma loja virtual de vestidos que custam a partir de R$300 (o mais caro custa R$1.300).

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O mais legal é que os modelos são todos minimalistas. Muito charme e simplicidade! Perfeitos para casamentos pequenos, no campo ou na praia onde a gente não pode – e não quer – gastar muito, mas espera que tudo seja muito especial.

A loja oferece alguns modelos que são feitos sob medida. E as costureiras que fizeram o vestido ainda mandam um bilhetinho junto, escrito à mão, desejando felicidades para o casal ❤

E olha o nome da loja, gente, que coisa linda: O Amor é Simples.

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
short preto alfaiataria
regata preta listrada
camisa jeans

Dia #143 Encontro com Fátima Bernardes

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Hoje eu participei do programa Encontro com Fátima Bernardes para falar sobre o blog e a experiência de reduzir o consumo. Fiquei muito feliz de encontrar por lá também o Gustavo Cerbasi, autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos (indico muito o livro e também o site, que tem dicas preciosas de educação financeira). Ele deu algumas sugestões para quem quer fazer as pazes com o bolso e eu destaquei três:

1. Flexibilize suas contas – em um cenário de economia incerta, o ideal é não se comprometer com gastos altos fixos. Ou seja, não é o momento para assumir as parcelas altas de uma troca de carro, por exemplo.

2. Invista em projetos pessoais – ao invés de focar apenas na sua carreira, que tal dar atenção para aqueles sonhos e desejos deixados para segundo plano? É o caso do engenheiro que quer fazer um curso de gastronomia, da advogada que quer aprender a costurar. Diversificar seus interesses gera criatividade, que estimula o empreendedorismo e pode render uma grana extra.

3. Não esqueça o lazer – adoro os textos do Cerbasi porque ele sempre nos lembra a importância de separar uma parte do orçamento para aproveitar a vida e fazer o que a gente gosta. Você curte viajar, mas ficou apertado? Talvez dê para fazer alterações no roteiro do passeio para diminuir custos sem cancelar os planos. Afinal, felicidade é um investimento essencial 🙂

Todo o bate-papo no programa foi ótimo! Acho que consumo é um assunto que vai render daqui pra frente e ainda vamos desenvolver muitas reflexões aqui no blog.

Ficou curioso? Assista a entrevista aqui! 

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
camisa jeans
calça jeans preta

Dia #132 Quantas horas isso vale?

A Carol levantou esse assunto no nosso grupo no Facebook (já entrou lá?). Ela disse que passou a comprar menos quando converteu o preço de um produto às horas em que seria necessário trabalhar para comprá-lo. Achei esta dica muito valiosa porque nos lembra que um produto nunca custa dinheiro e, sim, o tempo de vida que gastamos trabalhando por ele.

O Mujica fala disso (e muito mais) nesse vídeo aqui:

Experimente lembrar disso quando o seu salário cair na conta, provavelmente em alguns dias. Lembre de todas as horas de novembro que foram investidas trabalhando por ele (ao invés de fazer qualquer outra coisa, como passear com o cachorro ou ir à praia). É um ótimo exercício que vai ajudar não apenas a controlar a sua vida financeira mas, principalmente, a reavaliar a sua relação com o trabalho.


Veja outros looks com as peças usadas hoje!
camisa jeans
saia envelope preta 

Dia #126 Apps contra trabalho escravo

Vamos começar o papo de hoje com este vídeo:

Se você seguir um fio mágico que o leva até o lugar onde está sendo feito o produto que está nas suas mãos, bom, provavelmente você não gostaria de lá. Pode ser um lugar feio e triste.

Existem algumas maneiras de descobrir um pouco sobre a cadeia de produção de um produto, como o aplicativo deste vídeo Change your shoes. No Brasil, temos o Moda Livre, desenvolvido pela Ong Repórter Brasil, que analisa os principais grupos varejistas de moda daqui (app gratuito, disponível na Apple Store e Google Play)

Depois que passei a acompanhar esse assunto mais de perto, não voltaria a maioria das lojas onde antes fazia minhas compras. No documentário The True Cost (disponível no Netflix) uma trabalhadora se pergunta indignada quem são as pessoas que compram aquelas coisas feitas daquele jeito. Quem seria capaz?

Ainda podemos alegar que “não sabemos como elas são feitas” e que “as empresas não são transparentes” o que não é mentira. Mas também é verdade que existem meios de saber (como esses aplicativos) e seria ótimo poder escolher não comprar nesses lugares.

Existem muitas marcas de roupas e sapatos no mundo. Se você passar a evitar a lista negra do trabalho escravo e comprar apenas onde você conhece a origem, já seria um pequeno e lindo primeiro passo. Ainda estaremos presos a este problema de muitas outras formas, como no consumo de produtos de tecnologia, por exemplo, sempre produzidos de maneira obscura. Mas é aí que entra os próximos passos e o despertar de consumidores que não estão mais de olhos fechados para isso.


Veja outros look com as peças usadas hoje:
camisa jeans
calça jeans 

Dia #85 Compras em viagem: vale a pena? Tem certeza?

Viagem é um assunto que volta e meia surge no nosso grupo no Facebook (aliás, se você ainda não participa, clique aqui – só tem gente legal!). Ou porque queremos comprar menos coisas para investir em experiências (como uma viagem, por exemplo) ou porque nos questionamos por que precisamos trazer tanta tralha na mala. A mala do brasileiro é sempre a maior do aeroporto – tanto na ida quanto na volta – e acho que isso pode revelar bastante coisa sobre nós mesmos.

Para começar a reflexão, vamos nos fazer algumas perguntas:

1. Por que as compras fazem parte do seu roteiro de viagem?

2. Comprar acrescenta valor à sua experiência naquele lugar?

3. O que você quer comprar é absolutamente necessário/insubstituível?

4. Quando você volta de viagem, o que você comprou continua tendo importância depois de um ano?

5. Fica esquecido?

6. Você descobre que não precisava ter trazido?

7. O valor que você separou para as compras poderia ter proporcionado mais dias de viagem?

8. O que você economizou comprando alguma coisa mais barata no exterior compensou as horas gastas dentro da loja? Lembrando que cada hora durante uma viagem custa um valor razoável em dólar/euro/reais/etc. Por isso, um produto mais barato nos Estados Unidos nem sempre custa menos do que no Brasil. Eu inventei uma conta que chamo de CHV (custo hora de viagem). Assim, eu sei o quanto estou gastando por hora para estar naquele lugar, e decido onde aplicar esse tempo. A fórmula é a seguinte: CHV = CV / HU (custo da viagem dividido pelas horas úteis). Por exemplo, uma estada de cinco dias nos Estados Unidos que tenha saído por R$3000 custa R$50 POR HORA. Explicando melhor a conta, caso você seja de humanas, como eu: some o quanto gastou com a passagem + hospedagem + alimentação e divida pelas horas úteis da viagem, por exemplo, R$3.000/60 (12h por dia x 5 dias) = R$50. Um dia no Sawgrass em Miami (você gasta fácil um dia lá dentro), custa R$600 de CHV. Depois de calcular isso, talvez as coisas lá dentro já não pareçam mais tão irresistivelmente baratas.

Como eu não estou aqui para dizer como cada um tem que viver/viajar/gastar seu dinheiro, vou deixar apenas essas primeiras perguntas para guiar a sua própria reflexão sobre o assunto. Se você perceber que não acha tão legal assim gastar tempo de viagem comprando – legal. Se você se diverte e não dispensa essa parte no roteiro de viagem nem pensar – tudo bem também. O importante é fazer as coisas de modo racional, porque você quer desse jeito e não porque todo mundo faz.

Olha o exemplo da Biessa. Ela passou duas semanas na Florida, que é tipo a Meca do consumo, e voltou com essas compras aqui: dois temperinhos e um prato de lembrança. Eis a foto para provar:

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Ela conta que – claro – sentiu vontade de comprar coisas bonitas, mas se perguntava antes por que queria aquilo e acabava não levando. Ao contrário da primeira viagem, quando trouxe muuuita coisa, desta vez ela se divertiu muito mais. E eu acredito porque também sou assim. Na minha primeira viagem trouxe até torradeira! Hoje sinto que me divirto muito mais quando deixo as lojas de fora do planejamento. Realoco a verba de compras para ficar mais dias passeando 🙂

Depois de todo esse papo, vem ver o look do dia 85 que tem um presente ostentação maravilhoso que eu ganhei nesse aniversário: essa bolsa/livro/moby dick/azul/tudo de linda!

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
short jeans
camisa jeans