Dia #163 Os livros preferidos de 2015

Fiz uma listinha dos livros que eu mais curti em 2015. Me contem os de vocês e vamos trocar dicas literárias para as férias?

Quem quiser me seguir, tô lá no Goodreads.

livros2015

1. Atenção Plena, Mark Williams. Descobri a meditação mindfulness este ano e foi uma revolução completa aqui dentro. Sou um pouco ansiosa e sem que eu percebesse passava horas dando voz a pensamentos inúteis. Este livro me ajudou a perceber que eu não sou meus pensamentos e que eu posso escolher para quais dar atenção. Parece simples, mas foi transformador.

2. Sobre a escrita, Stephen King. Um cara que colecionava cartas de recusas na parede do quarto hoje se tornou um autor best-seller no mundo todo. Muito legal para quem gosta de escrever. Mas também é muito motivador seja qual for sua área. Fala sobre conter a força do ego e ter persistência.

3. Do que eu falo quando eu falo de corrida, Haruki Murakami. Dois mil e quinze também foi o ano em que eu comecei a correr – um desejo antigo e esquecido. O Murakami é um autor que eu gosto muito e adorei vê-lo relacionar o trabalho da escrita com a rotina da corrida. Passar a maior parte do dia no computador era um hábito que estava me deixando pra baixo. Foi bom entender o quanto a mexida no corpo melhora também a nossa cabeça.

4/5/6. 1Q84 Volumes 1. 2. e 3, Haruki Murakami. Recomendo ler a trilogia em seguida, pois a história é muito doida e impossível largar. Vai por mim, você vai ficar bem tenso de terminar um volume sem ter o próximo para emendar. Quando eu estava lendo e alguém me perguntava sobre o que era, nunca soube responder. As narrativas do Murakami são bem desenhadas, mas nem sempre explica o que a gente quer saber. Ou você ama ou você odeia. Para quem ainda não conhece, esta é a obra mais famosa, mas acho que qualquer obra dele vai ser uma boa iniciação.

7. O gigante enterrado, Kazuo Ishiguro. O meu favorito do ano so far. Eu adoro universos fantásticos e algo nesse livro me lembrou Stardust, do Neil Gaiman (um dos meus livros preferidos). Mas é uma história única, que mal terminei e já quero ler tudo de novo. Mexe fundo no coração e revira sentimentos sobre lembranças, mágoas e amor.

8. Mushishi, Yuki Urushibara. O Japão dominou minha mesa de cabeceira este ano. Este foi o primeiro mangá que eu li na vida e fiquei obcecada. Muito. Li os 10 volumes em uma semana. A obra virou anime e tem no Netflix! Recomendo para quem, assim como eu, gosta de narrativas leves, universo fantástico e uma abordagem linda de temas como perda, depressão, família, orgulho, vaidade, velhice, amor e tudo o mais. O mangá não tem versão brasileira, mas os fãs, estes seres maravilhosos, já traduziram tudo e disponibilizaram aqui.

9. Fun home, Alison Bechdel. Uma história incrível e autobiográfica sobre auto-descoberta e relações familiares. É uma graphic novel muito bem feita e tão envolvente que você não consegue largar. A Bechdel é feminista, lésbica e descobre que o pai, com quem tinha uma relação difícil, era gay. E você achando que o Natal em família foi treta suficiente.

10. A redoma de vidro, Sylvia Plath. Poucas pessoas sabem traduzir com tanta precisão o que é ser mulher no começo da vida adulta. Retirei um trecho do livro que mostra exatamente o que eu quero dizer:

“Eu vi minha vida ramificando-se diante de mim como a figueira verde da história. Na ponta de cada galho, como um figo gordo e roxo, um futuro maravilhoso acenava e piscava. Um figo era um marido, um lar feliz e filhos, outro era uma poetisa famosa e consagrada, outro era uma professora brilhante, outro era a Europa, a África e a América do Sul, outro era Constantino e Sócrates e Átila e outros vários amantes com nomes exóticos e profissões excêntricas, outro ainda era uma campeã olímpica. E, acima de tais figos, havia muitos outros. Eu não conseguia prosseguir. Encontrei-me sentada na forquilha da figueira, morrendo de fome, só porque não conseguia optar entre um dos figos. Eu gostaria de devorar a todos, mas escolher um significava perder todos os outros. Talvez querer tudo signifique não querer nada. Então, enquanto eu permanecia sentada, incapaz de optar, os figos começaram a murchar e escurecer e, um por um, despencar aos meus pés”.

Espero que vocês tenham gostado da listinha. Eu sempre compartilho minhas leituras no Instagram usando a hashtag #oqueestoulendo, mas achei que seria legal indicar os mais amados.  Desejo a todos nós ótimos livros e boas descobertas em 2016!

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Veja outros looks com as peças usadas hoje:
camiseta listrada
short jeans 

Dia #62 Quando você acorda atrasada

Prontos para mais uma semana? Hoje, eu tive que levantar da cama cedinho para mais um dia cheio. Não deu tempo de pensar muito no look, então peguei logo a camiseta listrada de guerra com um lencinho pra acompanhar e dar um charminho. É sempre bom ter na manga umas combinações certeiras com roupas que a gente gosta para momentos como este. O que vocês usam quando precisam se arrumar em dois palitos?

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
calça jeans
camiseta listrada

Quais são as 50 peças

Aqui estão catalogadas todas as 50 peças de roupa que vão fazer parte do desafio. Elas também estão listadas aqui no lado esquerdo da página, onde você pode clicar em cada uma para ver os looks que já foram feitos com a peça 😉

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Dia #11 Cor sim cor não

Estava olhando meu armário de 50 peças e 20% são: listras. Fazer o quê? Quando a gente ama é assim. Listra preta, listra azul, listra vermelha, listra bege, listra com floral, listra com onça, listra com listra ❤

Dá pra acreditar que antes da Coco Chanel só os marinheiros usavam listras? Ninguém nunca tinha pensado em vestir essa maravilhosidade e o armário de todo mundo era composto apenas de coisas tristes. Fico imaginando a moça Coco num porto de Marselha azarando um marinheiro gato quando pensou: “essa roupa é ótima, vou usar também”.

Que mulher incrível! Mas também, o que esperar da pessoa que “inventou” a calça feminina? Só amor, né?

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Veja outros looks com as peças usadas hoje!
calça jeans rasgada
camiseta listrada