Um guia descolado para aproveitar o melhor de Cuba

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Eu, mergulhada em Cuba

Cuba é onde todo mundo volta mais confuso do que foi. Só por essa chacoalhada na cabeça já merece estar no topo da sua lista de viagens. Mas também é lugar lindo, com pessoas fascinantes e mais história do que você vai dar conta de compreender.

Vá com uma bagagem leve na mala e mais ainda na cabeça – sem preconceitos e sem necessidade de ter uma opinião sobre tudo. Porque qualquer que seja seu sentimento sobre Cuba, seja amor ou ódio, não vai resistir muitos dias lá. A vida de perto não tem dessas coisas porque nada é 100% bom ou 100% ruim.

Relaxe e conheça o máximo que puder. No guia abaixo, listei algumas dicas que podem ajudar a planejar a sua viagem. São orientações gerais e detalhes para anotar, mas evite ir com muitas expectativas porque:

  1. Expectativas podem destruir uma viagem.
  2. Cada experiência é única.
  3. A melhor coisa para fazer em Cuba é descobri-la por si mesmo.

Leia também: 
Um detox de consumismo em Cuba 

 

Uma contextualização rápida 

Desembarquei em Havana na semana do funeral do Fidel. A cidade estava calma e muito silenciosa, o que foi bem atípico, como descobri mais tarde. Estávamos em luto oficial. Barbara, a senhora que me recebeu em Havana, estava triste e conformada, como quem perde uma pessoa próxima da família, já em idade bem avançada. Ela não acredita que a morte de Fidel signifique o fim do socialismo em Cuba, mas sente a transformação em curso.

Dos quatro principais personagens da Revolução Cubana: Fidel, Che, Cienfuegos e Raul, restou este último, que é presidente desde 2009. As pessoas dizem que ele é mais flexível do que o irmão Fidel e está abrindo Cuba para algumas mudanças. Uma delas foi permitir a exploração do turismo e pequenos negócios. É por isso que você vai encontrar restaurantes, bares e lojinhas descoladas  como em qualquer outra capital do mundo.

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Calle Cuba, em Havana Vieja

 

Informações úteis

Há duas moedas em circulação, o peso cubano (CUP) e o peso cubano convertible (CUC). Você vai usar o segundo, que é a moeda criada para o turismo. Antes de viajar, dê uma olhada na aparência delas para não se confundir e receber o troco em CUP, que vale muito menos. Um CUC equivale a um dólar ou um euro, mas as casas de câmbio (cadecas) cobram uma pequena taxa para trocar dólar, logo, vale a pena levar euros. Não conte com o cartão de crédito porque é raramente aceito.

A internet em Cuba é ruim e muito cara. Você pode comprar cartões pré-pagos para acessar wi-fi nos principais hoteis a $5 a hora. Mas em Cuba sempre tem alguém dando “um jeitinho” e rapidamente você reconhece um cubano cadastrando a senha no seu celular por $2. Não julgue. O próprio atendente do hotel insinuou que eu fizesse isso. Para saber onde tem sinal, basta procurar um aglomero de pessoas sentadas na calçada mexendo no celular.

Para viajar é necessário visto, que você pode conseguir no embarque (consulte antes a companhia aérea). Guarde o papel do visto até a hora de voltar, você vai precisar apresentá-lo de novo. Também é exigido seguro saúde, mas você pode comprá-lo no aeroporto de Havana, que sai mais barato. Para mim, não pediram. A vacina contra febre amarela não é obrigatória, mas é recomendável.

Pegue qualquer taxi. Qualquer carro em Cuba pode ser um taxi, não se preocupe. Mas combine antes o valor. Em geral, do aeroporto ao centro de Havana fica em torno de $25 a $30. Entre Vedado e Havana Vieja, de $5 a $10. Para outras distâncias, pergunte antes para o seu anfitrião. Os carros são velhos, mas disso você já sabe. Aproveite. Esta pode ser a sua única chance de andar num Lada.

As ruas são muito escuras à noite, mas não tenha medo. Cuba provavelmente é o lugar mais seguro onde você vai pisar. O assédio aos turistas é grande. Lembre-se de que a nossa moeda vale muito mais. Vão puxar papo, oferecer uma cooperativa de charutos, qualquer coisa que possa render uma gorjeta. Um CUC seu (por volta de 4 reais) equivale a um dia inteiro de trabalho de um cubano. Por isso, o assédio aos turistas pode incomodar, mas é bem compreensível.

Vou repetir que as ruas são seguras porque este é um ponto importante aqui. Tenha isso em mente. Demorou uns dias até eu conseguir relaxar e quando aconteceu foi mágico. No terceiro dia em Havana, exausta depois de praia e muita caminhada, deitei na Plaza Vieja para descansar um pouco. No chão mesmo. Foi tão natural que só percebi depois e isso marcou o momento em que eu finalmente me senti em casa. Porque apesar da diferença histórica entre nós, qualquer brasileiro que já saiu do centro urbano para conhecer de verdade o Brasil vai perceber que, nossa, nós somos muito parecidos.

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Coco Glace, na Plaza Vieja

 

Quando ir

Assim que puder, por favor. Conheço uma pessoa que tem um ótimo critério para classificar viagens: muda a vida ou não muda a vida? Cuba muda a vida. Prefira o período entre novembro e abril para evitar a temporada de furacões. É inverno, mas não se preocupe. É quente como o Caribe deve ser.

 

Quanto tempo ficar 

Entre 8 e 20 dias é um período razoável. Quanto mais tempo, melhor, mas nem todo mundo pode, então, deixo a seguinte sugestão:

8 dias: Havana + Viñales ou Havana + Varadero
10 dias: Havana + Viñales + Trinidad ou Havana + Varadero + Trinidad
15 dias: Havana + Viñales + Trinidad + Cayo* ou Havana + Varadero + Trinidad + Cayo*
20 dias: Havana + Viñales + Varadero + Trinidad + Cayo*
mais de 20 dias: Havana + Viñales + Varadero + Trinidad + Cayo* + Santiago de Cuba

(*) Um cayo é uma pequena ilha e há vários interessantes em Cuba como o Cayo Coco, Cayo Largo, Cayo Santa María, Cayo Guillermo. Escolha um e aproveite.

Santa Clara e Cienfuegos são outras cidades que valem a visita, mas não exigem uma pernoite lá. Dá pra conhecer no caminho entre Havana e Trinidad (combine antes com o motorista!). Delas, fui somente em Santa Clara conhecer o memorial do Che, onde ele está sepultado. Vale a pena.

Fiquei 10 dias e fiz o roteiro Havana + Varadero + Trinidad, portanto, vou falar apenas sobre essas cidades. Mas há informações suficientes sobre toda Cuba na internet para montar seu próprio roteiro. Vá em frente!

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Sol, mar e rum em Varadero

 

Onde ir em Havana 

Provavelmente o primeiro destino da sua viagem, Havana exige alguns dias para se ambientar e sentir o lugar. Não tenha pressa aqui. Foi o lugar que mais gostei e investi seis dias. Dá pra fazer menos? Dá, mas eu não me arrependi e teria ficado mais, se pudesse.

Havana Vieja é o centro histórico da cidade. É onde estão os principais pontos de interesse e onde você se desloca a pé com mais facilidade. Dá pra cobrir todo o bairro caminhando. O que eu mais gosto de fazer quando viajo é bater perna nas ruas, por isso escolhi me hospedar aqui. Recomendo. Algumas ruas estão revitalizadas e são bem bonitas. Outras ruas estão caindo aos pedaços e são igualmente interessantes. Caminhe por todas, se puder. As revitalizadas são mais turísticas e estão apinhadas de gente. Se afaste um pouco para ver um pouco de “vida real”.

Vedado foi um bairro rico construído antes da Revolução. Por isso há prédios “modernos”, mansões e avenidas largas. É um bairro residencial onde estão as melhores opções de hospedagem, mas você vai precisar de taxi para ir a maioria dos locais que eu listei abaixo.

Plaza Vieja, meu lugar preferido em Havana (Havana Vieja).

Plaza de San Francisco, cercada de prédios históricos (Havana Vieja).

Plaza de Armas, onde há uma feira de livros usados (Havana Vieja).

Castillo de la Real Fuerza, uma fortaleza que virou museu (Havana Vieja).

Catedral de San Cristóbal de la Habana, construída em 1777, maravilhosa (Havana Vieja).

Plaza de la Catedral, dominada pela catedral acima e super agradável (Havana Vieja).

Callejón del Chorro, um beco na Plaza de la Catedral com bons bares e restaurantes (Havana Vieja).

Plaza del Santo Cristo, pequena praça onde ficam três bons bares: Chanchullero, Dandy Cafe e Art Pub (Havana Vieja).

Capitólio Nacional, em eterna restauração, mas vale a pena ver de perto. Na praça ficam vários carros antigos que você pode alugar para um passeio (Havana Vieja).

Paseo del Prado ou Paseo de Martí, uma alameda que começa no Capitólio e segue até o Malecón (Havana Vieja).

Malecón, começa na esquina com o Paseo del Prado e vai até o Vedado. Vá no fim de tarde para pegar o por do sol e ver as ondas explodindo no calçadão. É lindo!

Iglesia de Paula, há concertos à noite e durante o dia é possível ver o sincretismo religioso de Cuba. É comum encontrar mulheres vendendo acessórios de santería (religião afrocubana) na porta (Havana Vieja).

Mercado de San José, ótimo para comprar arte, artesanato e lembranças de Cuba (Havana Vieja).

Museo Nacional de Bellas Artes, há o museu de arte internacional e o de arte cubana. Fui no segundo, é maravilhoso (Havana Vieja).

Museo de La Revolución, conta a história da revolução cubana e o início do governo Fidel (Havana Vieja).

Callejón de los peluqueros, um beco de bares e restaurantes (Havana Vieja).

Hotel Ambos Mundos, onde é possível visitar o quarto de Hemingway (Havana Vieja).

La Bodeguita del Medio, onde Hemingway tomava mojito (Havana Vieja).

La Floridita, onde Hemingway tomava daiquiri (Havana Vieja).

Chanchullero Bar, onde Hemingway nunca esteve, mas você bebe e come muito bem por um  ótimo preço (Havana Vieja).

Clandestina, uma loja muito original com camisetas, bolsas e vintrash, recriação de roupas usadas (Havana Vieja, Calle Villegas, 403).

Todas as ruas de Havana Vieja, como Obispo, Mercaderes, O’Reilly e Mercaderes e Amargura que são as mais turísticas. Teniente Rey (Brasil), Muralla, Cuba, Aguiar e Habana são intermediárias e as demais e mais afastadas são menos turísticas e interessantes. Todos os caminhos levam a algum lugar. Perca-se.

Fabrica de Arte Cubano, um prédio onde funcionava uma fábrica e hoje é ocupado por artistas. É uma mistura de galeria de arte e balada. Interessantíssimo. Encontrei por lá, discretamente aproveitando a noite ninguém menos que o PRESIDENTE DO GOOGLE, Eric Schmidt (Vedado).

Hotel Nacional e Hotel Habana Libre, são dois locais históricos importantes em Cuba (Vedado).

Callejón de Hamel, um beco com cultura afrocubana bem interessante (Vedado).

Plaza de la Revolución, palco de manifestações e onde também está o Monumento José Martí (Vedado).

Avenida Paseo, alameda que vai da Plaza de la Revolución até o Malecón (Vedado).

Malecón, aqui é o trecho final da avenida mais famosa de Cuba (Vedado).

La Cabaña, terceiro maior forte das Américas, onde diariamente é feito a cerimônia do  cañonazo (um tiro de canhão).

Playas del Este, na praça do Capitólio você pega um ônibus de turismo que leva e busca das praias de Havana. Pergunte para o seu anfitrião qual ele indica, mas parece que Santa María é uma unanimidade.

 

Onde ir em Varadero

Quase dispensei Varadero por ter lido que era uma península dominada por resorts all inclusive. Não gosto muito do esquema e não era a experiência que eu gostaria de ter em Cuba, mas uma cubana nos fez jurar de pés juntos que iríamos até lá. É difícil mesmo resistir à areia branquinha e água azul-caribe. Reservei dois dias e fui pega de surpresa pela praia número 1 da minha vida.

Há mais o que fazer em Varadero (um cenote e passeios de snorkel), mas eu sugiro tirar um ou dois dias para relaxar na praia e recuperar as energias para seguir viagem. Se quiser ficar fora da área dos resorts, procure hospedagem em uma casa particular. Quanto mais perto da praia, melhor. É possível encontrar casas pé na areia (fiquei na Avenida Camino del Mar). Vale a pena tentar.

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Menina com trança boxeadora em Trinidad

 

Onde ir em Trinidad

Trinidad é uma cidade colonial com um centro histórico lindo e bem preservado. Parece muito com Paraty. Assim como Paraty, o centro histórico é dominado por turistas e você vai precisar caminhar pelo entorno para conhecer mais a cidade. Há muito o que fazer em Trinidad:

Todas as ruas do Centro Histórico, tire um dia para caminhar por todo o centro histórico e entrar em toda lojinha e museu que der na telha.

Casa de la Musica, um palco montado em praça pública para ouvir salsa a partir das 20h. Apesar de ser ao ar livre, paga $1 para entrar e costuma ter fila. Sentar na escadaria da praça também é uma boa opção para ouvir a música e curtir a movimentação. Trinidad é bem agitada.

La Cueva, uma balada dentro de uma caverna pra curtir reggaeton. Salsa é para turista, o que o cubano ouve mesmo é reggaeton, gente.

Playa Ancón, praia próxima onde todo mundo vai (não fui).

Cayo Blanco, excursão de um dia inteiro para uma pequena ilha próxima (não fui).

Vale de los Ingenios, dá pra ir a cavalo ou de taxi para conhecer o vale e visitar antigos engenhos de açúcar (não fui).

Topes de Collantes, cidade vizinha onde há uma trilha para cachoeira e um poço de água maravilhoso. Vá de carro e combine antes o valor e o passeio. A trilha foi puxada pra mim (no mínimo uma hora para ir, outra pra voltar), mas valeu a pena.

 

Onde ficar 

Em qualquer cidade que estiver em Cuba, tente se hospedar na casa de um cubano. Há muitos sites onde você pode encontrar um bom lugar para ficar (Casa Havana ParticularCasa Particular, Casa Cuba e, agora, até o Airbnb). Procure com antecedência porque devido aos problemas com a internet, eles costumam demorar para responder.

Vale avisar que os lugares anunciados na internet já se profissionalizaram e não tem mais aquela característica de “hospedagem na casa de um cubano”. Provavelmente a esta altura a área dedicada ao hóspede é mais reservada do resto da casa e o convívio não é tão próximo. Como qualquer bed & breakfast por aí. Se quiser uma experiência mais “caseira”, deixe para procurar lá.

Toda pessoa que pode alugar um quarto em Cuba vai fazer isso, então a oferta é grande. Você vai identificar a casa que oferece hospedagem com um símbolo na porta. Claro, quanto menos “profissional” a casa, menos conforto. Esteja preparado. Se conforto é uma prioridade, pesquise bastante os reviews no TripAdvisor.

Aliás, tenha clareza de como são as condições de Cuba antes de viajar para lá. Chuveiros que não funcionam bem, banheiro minúsculo e sem sabonete, colchão velho, café da manhã simples, tudo isso é bastante comum. Mesmo as casas bem avaliadas podem apresentar um ou dois desses problemas acima. Faz parte.

Converse bastante com seu anfitrião em busca de dicas e bom papo. A senhora que me recebeu em Havana foi uma das primeiras pessoas a trabalhar no projeto de educação instaurado por Fidel assim que assumiu. Quando se formava, todos tinham um treinamento específico para ensinar a alfabetizar e viajaram o país com essa missão. Adorei ouvir o relato dela de como tudo isso aconteceu (uma lágrima escorrendo vez ou outra, pois eram dias sensíveis).

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Pizza de lagosta, em Trinidad

 

Onde comer 

A comida cubana em geral é simples e muito parecida com a nossa. Arroz, feijão, frutas. Mas aqui também é possível se esbaldar com frutos do mar maravilhosos e baratos. Lagosta e camarão todo dia? Sim, é possível. Carne de porco também é uma especialidade. A dica para comer bem e barato (em qualquer lugar do mundo) é pesquisar antes e levar uma listinha de bons lugares. Aqui vai a minha contribuição:

Chanchulero Bar (Havana, Teniente Rey, 457): pratos e drinks ótimos com bom preço e ambiente alternativo.

Dandy Café & Restaurant (Havana, Teniente Rey, 401): descoladíssimo.

Art Pub (Havana, Teniente Rey, 306): happy hour com drink em dobro.

Habana 61 (Havana, Calle Habana, 61): restaurante número 1 do Tripadvisor. Pequeno e chique com ótimo custo x benefício e o melhor daiquiri que tomei em Cuba.

304 O’Reilly (Havana, Calle O’Reilly, 304): depois do Chanchullero, é o lugar mais hipster de Havana. Comida maravilhosa, drinks maravilhosos, tudo caprichado e também com ótimo custo x benefício).

Venami Pizza (Havana, Montserrate, 435): uma pequena pizzaria com pizzas bastante honestas e baratas.

Factoria Plaza Vieja (Havana, Plaza Vieja): fábrica de cerveja artesanal onde você pode beber uma torre de chope nas mesinhas que ficam no meio da minha praça preferida em Havana.

Cubanito Bar (Havana, Plaza Vieja, no comecinho da calle San Ignácio, ao lado do Victrola Bar): drinks bons e baratos.

Barraquinhas de coco glacê: você pode encontrar em algumas esquinas de Cuba um carrinho vendendo este sorvete, que é feito de coco, leite de coco e água de coco, é servido na casca do coco e é maravilhoso. Não perca a oportunidade quando ver um. Na esquina da Plaza Vieja com calle Mercaderes sempre tem um vendedor.

La Ceiba (Trinidad, Calle Pablo Pich Girón, 263): A ceiba é um tipo de baobá, árvore trazida pelos africanos. É considerada sagrada, morada dos espíritos, por isso nunca é cortada. Esta casa foi construída ao redor de uma ceiba belíssima, onde funciona um paladar (restaurante caseiro) no terraço. Vá no fim da tarde. É um lugar lindo com comida deliciosa.

Giroud (Trinidad, Calle Rosario, 403): A melhor pizza do mundo? Para mim é a cubana pizza de lagosta do Giroud. PIZZA DE LAGOSTA (isso mesmo, senhoras e senhores), é a melhor coisa que eu comi na minha vida.

La Botija (Trinidad): Música ao vivo e boa comida. Aqui você ouve algo além da salsa-para-turistas dos outros restaurantes. No dia que eu fui, rolava um grupinho de jazz bem legal (apesar de terem cantado Djavan). O hambúrguer daqui é maravilhoso. Dá um banho no nosso melhor hambúrguer gourmet.

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Pôr do sol no terraço da casa onde fiquei hospedada, em Trinidad

Como você pode ver, esbanjei em Cuba. Talvez seja algo recente, impulsionado pela abertura de pequenos negócios voltados ao turismo. A conta do restaurante nesses lugares que mencionei variam de $10 a $20 por pessoa (aqui é cobrado 10% de taxa). É possível comer com muito menos, basta ficar atento às lanchonetes frequentadas pelos cubanos. Um lanche ou pizza com bebida neste caso pode sair por menos $5 por pessoa.

Minha última dica é experimentar todos os drinks que surgir pelo caminho. Mesmo que você traga várias garrafas de rum na mala, os mojitos e daiquiris fora de Cuba não tem o mesmo gosto. Há algo na atmosfera cubana que vai deixar muita saudade.